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	<title>ProNormas &#187; gramática</title>
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	<description>Soluções em formatação e apresentação do seu trabalho acadêmico: normas ABNT, Chicago e Vancouver</description>
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		<title>Entre o ponto e a vírgula</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Feb 2010 03:00:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Equipe ProNormas</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Pausa maior do que a vírgula. Mas menor do que o ponto final. Nesse entremeio figura o ponto-e-vírgula, sinal gráfico que, gramaticalmente, possui a sutil função de promover separações e pausas. Casos em que ele é utilizado:
a) Marcar pausas mais extensas entre orações que já possuem vírgula
Todas as flores terão as pétalas logo murchas, ressecadas; [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_1502" class="wp-caption alignleft" style="width: 320px"><img class="size-full wp-image-1502" title="ponto_e_virgula" src="http://www.pronormas.com/wp-content/uploads/2010/02/ponto_e_virgula.jpg" alt="Ponto-e-vírgula (Arnaldo Antunes, 2008)" width="310" height="216" /><p class="wp-caption-text">Ponto-e-vírgula (Arnaldo Antunes, 2008)</p></div>
<p>Pausa maior do que a vírgula. Mas menor do que o ponto final. Nesse entremeio figura o ponto-e-vírgula, sinal gráfico que, gramaticalmente, possui a sutil função de promover separações e pausas. Casos em que ele é utilizado:</p>
<p><em>a) Marcar pausas mais extensas entre orações que já possuem vírgula<br />
</em>Todas as flores terão as pétalas logo murchas, ressecadas; seque também o úmido beijo de amor; é o Noroeste, é o Noroeste, não há como lutar contra o Noroeste (Rubem Braga)</p>
<p><em>b) Ressaltar o sentido de adversidade<br />
</em>Mas não faz mal; é tão normal ter desamor, e tão cafona, sofredor, que eu já nem sei se é meninice ou cafonice o meu amor (Antônio Carlos e Jocafi)</p>
<p><em>c) Separar orações que possam ter a compreensão prejudicada</em><br />
Basta, não ajoelhes, vá embora; se estás arrependida, vê se chora (Cartola)<br />
Depois perdeu a esperança, porque o perdão também cansa de perdoar; tem sempre o dia em que a casa cai, pois vai curtir seu deserto, vai (Vinícius de Moraes e Toquinho)</p>
<p><em>d) Separar orações que exprimem sentidos opostos</em><br />
Eu sei que as cicatrizes falam; mas as palavras calam o que eu não me esqueci (Roberto e Erasmo Carlos)</p>
<p><em>e) Separar lista de itens<br />
</em>A garantia de diversão instantânea, para apreciadores da série fílmica, foi cumprida: explosões; perseguições; tramas misteriosas; reviravoltas surpreendentes; tiradas bem humoradas. (Cecília Almeida)</p>
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		<title>Eu e mim</title>
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		<pubDate>Mon, 14 Dec 2009 03:00:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Equipe ProNormas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Dicas de Leitura]]></category>
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		<description><![CDATA[A construção &#8216;para eu fazer&#8217; pode soar estranha a ouvidos incautos, pois remete a um possível erro gramatical, como &#8216;o presente é para eu&#8217;. Contudo, ao contrário da segunda, a primeira frase obedece plenamente às regras do norma culta, uma vez que &#8220;a preposição para rege o verbo fazer&#8221; (BECHARA, 2009, p.534), e não se [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_1013" class="wp-caption alignleft" style="width: 324px"><img class="size-thumbnail wp-image-1013" title="gemini" src="http://www.pronormas.com/wp-content/uploads/2009/11/gemini-314x217.jpg" alt="Tal qual os gêmeos, 'eu e mim' têm lá suas semelhanças, mas papéis e funções gramaticais diferentes" width="314" height="217" /><p class="wp-caption-text">Tal qual os gêmeos, &#39;eu e mim&#39; têm lá suas semelhanças, mas papéis e funções gramaticais diferentes</p></div>
<p>A construção &#8216;para eu fazer&#8217; pode soar estranha a ouvidos incautos, pois remete a um possível erro gramatical, como &#8216;o presente é para eu&#8217;. Contudo, ao contrário da segunda, a primeira frase obedece plenamente às regras do norma culta, uma vez que &#8220;a preposição <em>para</em> rege o verbo <em>fazer&#8221; </em>(BECHARA, 2009, p.534), e não se relaciona ao pronome pessoal <em>eu</em>.</p>
<p>Assim, é correto dizer que &#8216;a conversa é para eu ter&#8217;, mas fala-se corretamente &#8216;o presente é para mim&#8217;. Atente-se, contudo, para mais uma importante distinção:</p>
<p>Quando há um antecipação do &#8220;objeto indireto livre de opinião&#8221; (BECHARA, 2009, p.534), será o ritmo oracional o elemento que irá definir a diferença:</p>
<blockquote><p>Para mim (pausa) dói mais teu silêncio cortante do que a agressão das palavras rudes e despropositadas.</p></blockquote>
<p><strong>Referência:<br />
</strong>BECHARA, Evanildo. <em>Moderna Gramática Portuguesa</em>. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2009.</p>
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		<title>Área Jurídica: &#8220;in verbis&#8221;, &#8220;litteris&#8221; ou &#8220;sic&#8221;?</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Nov 2009 03:00:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Equipe ProNormas</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
O tema deste artigo foi sugerido por um usuário do Blog ProNormas. Um advogado, por e-mail, solicitou que fosse publicada uma explicação sobre a diferença entre três termos latinos muito utilizados na linguagem jurídica.
Apesar de essas três expressões serem utilizadas pelas pessoas que atuam na área jurídica, de forma que pareçam sinônimas, elas não são. Esses termos também [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="mceTemp">
<div id="attachment_789" class="wp-caption alignleft" style="width: 110px"><img class="size-full wp-image-789" title="justica" src="http://www.pronormas.com/wp-content/uploads/2009/11/justica.png" alt="Balança: símbolo da Justiça" width="100" height="100" /><p class="wp-caption-text">Balança: símbolo da Justiça</p></div>
<p>O tema deste artigo foi sugerido por um usuário do Blog ProNormas. Um advogado, por e-mail, solicitou que fosse publicada uma explicação sobre a diferença entre três termos latinos muito utilizados na linguagem jurídica.</p></div>
<p>Apesar de essas três expressões serem utilizadas pelas pessoas que atuam na área jurídica, de forma que pareçam sinônimas, elas não são. Esses termos também são muito encontrados em textos produzidos pelos grandes veículos de comunicação impressa, historiográficos, arquivísticos, linguísticos etc.</p>
<p>Vamos aos exemplos. Lembrando que é prática no Brasil, em diversos e distintos segmentos, utilizar os termos em Latim no formato <em>Itálico</em>. A Equipe ProNormas não recomenda a utilização do negrito como forma de marcar o texto.</p>
<p>1.   <em>sic</em>:   vocábulo latino que significa, em Português, &#8216;assim&#8217;. Na área jurídica ela deve ser utilizada na forma minúscula, entre parênteses ou colchetes, depois de frases ou citações para indicar que o texto foi mantido ou citado &#8216;assim como está escrito&#8217;, mesmo tendo erros ortográfico-gramaticais. Ou seja, ao colocar o termo (<em>sic</em>)<strong> </strong>você mostra ao seu leitor que é &#8216;assim&#8217; mesmo que estava no texto ou na fonte original, por mais errado ou estranho que pareça. O (<em>sic</em>) também é usado para expressar construções textuais que podem causar algum tipo de estranheza, podem parecer sem sentido ou contraditórias.</p>
<p>2.   <em>in verbis</em>:   expressão latina que significa, em Português, &#8216;nesse termos&#8217;. A expressão &#8216;<em>in verbis</em>&#8216; precede as citações de normas jurídicas e decisões judiciais, indicando que aquela citação está na forma literal. Algumas pessoas acreditam à essa expressão a função de indicar algo que foi dito, falado, verbalizado. No entanto, também é adequado utilizar essa expressão ao se referir a palavras escritas. Nesse caso, &#8216;<em>in verbis</em>&#8216; vai ter um mesmo sentido que &#8216;<em>litteris</em>&#8216;, expressão que veremos a seguir.</p>
<p>3.   <em>ipsis litteris</em>:   vocábulo latino que significa &#8216;pelas mesmas letras&#8217; ou &#8216;literalmente&#8217;. Algumas pessoas gostam de utilizar esta expressão quando o trecho advém de uma fonte escrita, assim ela se diferencia do &#8216;<em>in verbis</em>&#8216; ou &#8216;<em>ipsis verbis</em>&#8216;, utilizado para indicar aquilo que foi falado.</p>
<p>Por exemplo: digamos que um advogado assistiu/ouviu a uma sentença de um juiz. Ao transcrever o que foi falado, ele deve citar, indicando, antes da citação, em itálico, a expressão &#8216;in verbis&#8217; ou &#8216;ipsis verbis&#8217;. No entanto, se esse mesmo advogado leu a sentença escrita do mesmo juiz, ele deve citar o trecho que necessita indicando, antes da citação, em itálico, a expressão &#8216;litteris&#8217; ou &#8216;ipsis litteris&#8217;.</p>
<p>Essa diferenciação pode ser útil para indicar, num mesmo texto/documento, qual citação foi de uma fonte oral/falada e qual foi de uma fonte escrita/impressa.</p>
<p>Além disso, recomendamos que ao utilizar as expressões &#8216;<em>in verbis</em>&#8216;, &#8216;<em>ipsis verbis</em>&#8216;, &#8216;<em>litteris</em>&#8216; e &#8216;<em>ipsis litteris</em>&#8216;, você use o termo (<em>sic</em>), quando nos trechos da fonte original, seja ela falada ou escrita, haver algo inadequado ou estranho do ponto de vista ortográfico-gramatical.</p>
<p>A Equipe ProNormas agradece a participação do usuário que nos fez a sugestão deste post.</p>
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		<title>Um post à crase</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Nov 2009 03:00:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Equipe ProNormas</dc:creator>
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		<description><![CDATA[De tão incompreendida, ela chega a ser um dos elementos mais esquecidos pelos estudantes. Por falta de conhecimento, é deixada muitas vezes de lado ou, pela mesma falta de informação, utilizam-na ao bel-prazer e ao sabor das marés, posicionando-a defronte a palavras masculinas e ante números.
A crase, que na verdade é a denominação para toda [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-747" title="crase" src="http://www.pronormas.com/wp-content/uploads/2009/11/crase1-150x217.gif" alt="crase" width="119" height="116" />De tão incompreendida, ela chega a ser um dos elementos mais esquecidos pelos estudantes. Por falta de conhecimento, é deixada muitas vezes de lado ou, pela mesma falta de informação, utilizam-na ao bel-prazer e ao sabor das marés, posicionando-a defronte a palavras masculinas e ante números.</p>
<p>A crase, que na verdade é a denominação para toda e qualquer &#8220;contração ou fusão de duas vogais em uma só&#8221; (AURÉLIO, 2005, informação eletrônica), funciona gramaticalmente como a descrição da junção da preposição &#8216;a&#8217; com o artigo definido feminino singular/plural &#8216;a(s)&#8217;, resultando no &#8216;à&#8217;(s) com acento grave. Também são crase a junção do &#8216;de&#8217; com os pronomes demonstrativos &#8220;<span style="color: #000000;">a, as, aquele, aquela, aquilo, aquiloutro, aqueloutro&#8221; (GRAMÁTICA, 2009, informação eletrônica).</span></p>
<p>São vários os casos que pedem o uso da crase, e boa parte deles parte do princípio de o termo que a siga ser um substantivo feminino. Uma dica preciosa para se confirmar o uso ou não da crase é o jogo entre o &#8216;de&#8217; e o &#8216;da&#8217;. Tomando como exemplo a frase &#8216;Eu vou à Espanha&#8217;, o acento grave é confirmado pois, caso modifiquemos a frase para incluir as preposições &#8216;de&#8217; ou &#8216;da&#8217;, o resultado será eu  &#8217;Eu gosto da Espanha&#8217;. Caso oposto ocorre com &#8217;Eu fui a Angola&#8217;, pois na substituição Angola será precedida por um &#8216;de&#8217;, conforme fica claro em &#8216;Eu gosto de Angola&#8217;.</p>
<p>Outro &#8216;macete&#8217; bastante utilizado é substituir o termo que sucede a crase por uma palavra masculina. Caso, na substituição, a palavra exija a preposição &#8216;ao&#8217;, haverá a necessidade de crase. Exemplo: &#8216;Eu vou à praia&#8217; recebe crase, pois trocando praia por campo, pede-se a preposição ao: &#8216;Eu vou ao campo&#8217;.</p>
<p>Alguma regras básicas de uso da crase:<span id="more-744"></span></p>
<p>1) Adjuntos adverbiais femininos de tempo, lugar e modo: (à meia-noite, à esquerda, à noite, à meia-luz, à tarde, às dez horas)<br />
2) Quando há elipse, em substituição ao termo oculto: (sua roupa é igual à do meu primo)<br />
3) Nas expressões que indiquem &#8216;à moda de&#8217;, ou &#8216;à maneira de&#8217;, mesmo diante de palavras masculinas: (saiu à francesa, vestidos à channel, bife à milanesa, corte à Lagerfeld)<br />
4) Diante dos pronomes relativos &#8216;a qual&#8217; e &#8216;as quais&#8217;, quando o verbo exigir a preposição &#8216;a&#8217;: (a cena à qual assisti não será jamais apagada)</p>
<p>A crase não é utilizada nos seguintes casos:</p>
<p>1) Diante de palavras masculinas: (Dei um presente a Paulo)<br />
2) Antes de verbos: (Ele permanecia a chorar)<br />
3) Antes de pronomes: (A você, todo o meu afeto)<br />
4) Antes de palavras femininas no plural, precedidas da preposição a: (Ela não vai a festas)</p>
<p>Numa das belas alegorias de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Carl_Sagan">Sagan </a>(1992, dedicatória) &#8211; &#8220;<span style="color: #0000ff;"><strong>Ante a vastidão do espaço e da imensidade do tempo, é um prazer para mim dividir um planeta e uma época com Annie&#8221; </strong></span>- , o &#8216;a&#8217; antes de vastidão não leva crase, pois o &#8216;ante&#8217; é uma preposição que não exige artigo.</p>
<p>Há muitos outros exemplos e regras. Sugerimos, em caso de dúvida, a consulta a uma boa gramática. Não custa nada, não vai fazê-lo perder tempo, e o ganho à língua portuguesa é inegável. Às gramáticas, pois, nossos agradecimentos.</p>
<p><strong>Referências</strong>:<br />
FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. <em>Crase</em>. In: o autor.<em> Novo Dicionário Eletrônico Aurélio da Língua Portuguesa</em>. 3. ed. Paraná: Positivo, 2004. Disponível em: C:/arquivos de programas/Novo Dicionário Aurélio 2005. Acesso em: 09 nov. 2009. Versão 5.<br />
GRAMÁTICA Online. <em>Crase</em>. Disponível em &lt;<a href="http://www.gramaticaonline.com.br/gramatica/janela.asp?cod=92">http://www.gramaticaonline.com.br/gramatica/janela.asp?cod=92</a>&gt;. Acesso em: 09 nov. 2009.<br />
SAGAN, Carl. <em>Cosmos</em>. São Paulo: Villa Rica, 1992.</p>
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