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	<title>ProNormas &#187; Aurélio</title>
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	<description>Soluções em formatação e apresentação do seu trabalho acadêmico: normas ABNT, Chicago e Vancouver</description>
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		<title>&#8220;etc&#8221; e as demais coisas</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Feb 2010 03:00:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Equipe ProNormas</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ O Aurélio (2005, informação eletrônica), ao qual gregos e troianos deveriam sempre recorrer em momentos de dúvida, explica que o utilíssimo et cetera (etc) significa &#8220;e as demais coisas&#8221;.


Ainda de acordo com o dicionário (2005, informação eletrônica), a etimologia da palavra indica que ela deveria ser utilizada apenas para fazer referência a coisas, e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div><span id="D_DEF"><img class="alignleft size-full wp-image-472" title="etc" src="http://www.pronormas.com/wp-content/uploads/2009/10/etc.png" alt="etc" width="160" height="160" /> O Aurélio (2005, </span><span id="D_DEF">informação eletrônica)</span><span id="D_DEF">, ao qual gregos e troianos deveriam sempre recorrer em momentos de dúvida, explica que o utilíssimo <em>et cetera</em> (etc) significa &#8220;e as demais coisas&#8221;.</span></div>
<div><span><br />
</span></div>
<div><span id="D_DEF">Ainda de acordo com o dicionário (2005, informação eletrônica), a etimologia da palavra indica que ela deveria ser utilizada apenas para fazer referência a coisas, e não a pessoas. Contudo, a explicação do verbete esclarece que a aplicação a pessoas &#8220;aparece frequentes vezes, inclusive nos melhores autores&#8221;.</span></div>
<div><span><br />
</span></div>
<div><span id="D_DEF"> </span><span id="D_DEF"><span>O &#8220;etc&#8221; deve ser utilizado para evitar uma lista longa de palavras. No entanto, é importante o uso moderado da expressão, pois pode tornar o texto pobre. É preferível, em trabalhos acadêmicos, o uso do &#8220;etc&#8221; às reticências, que indicam, conforme o Aurélio (2005, informação eletrônica), &#8220;omissão intencional&#8221; e podem demonstrar desleixo e vocabulário limitado.<br />
</span></span></div>
<div><span><br />
Na literatura brasileira, o artífice maior do verso em prosa, <a href="http://www.releituras.com/rubembraga_bio.asp">Rubem Braga</a>, eternizou, em maio de 1948, o uso não convencional do &#8220;etc&#8221; num título de crônica. Leia um trecho a seguir:</span></div>
<div><span><br />
</span></div>
<div><span>SOBRE O AMOR, etc</span></div>
<div><span>&#8220;(&#8230;) Assim somos na paixão do amor, absurdos e tristes. Por isso nos sentimos tão felizes e livres quando deixamos de amar. Que maravilha, que liberdade sadia em poder viver a vida por nossa conta! Só quem amou muito pode sentir essa doce felicidade gratuita que faz de cada sensação nova um prazer pessoal e virgem do qual não devemos dar contas a ninguém que more no fundo de nosso peito. Sentimo-nos fortes, sólidos e tranqüilos. Até que começamos a desconfiar de que estamos sozinhos e ao abandono trancados do lado de fora da vida&#8221; (BAHIA, 2008, informação eletrônica).</span></div>
<div><span><br />
<a title="Sobre o Amor etc" href="http://maubahia.wordpress.com/2008/06/18/ah-rubem/" target="_self">Aqui</a>, o texto completo.<br />
</span></div>
<p><strong>Referências</strong>:<br />
BAHIA, Mauricio. <em>Ah&#8230;Rubem Braga</em>. Disponível em: &lt;http://maubahia.wordpress.com/2008/06/18/ah-rubem/&gt;. Acesso em: 22 out. 2009.<br />
FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Etc. In: o autor.<em> Novo Dicionário Eletrônico Aurélio da Língua Portuguesa</em>. 3. ed. Paraná: Positivo, 2004. Disponível em: C:/arquivos de programas/Novo Dicionário Aurélio 2005. Acesso em: 22 out. 2009. Versão 5.</p>
<p><strong>Bibliografia Recomendada</strong><br />
BRAGA, Rubem. <em>200 Crônicas Escolhidas</em>: as melhores de Rubem Braga. Rio de Janeiro: Record, 2003.</p>
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		<title>Citações: como indicar supressões, comentários e destaques</title>
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		<pubDate>Tue, 12 Jan 2010 03:00:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Equipe ProNormas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Citações]]></category>
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		<description><![CDATA[O autor de um texto acadêmico, para seguir as recomendações da ABNT (2002), ao fazer menção a uma citação, pode escolher o excerto a ser utilizado, desde que informe o leitor que está fazendo uma supressão de determinados trechos. Nesse caso, deve-se destacar a edição com o uso de colchetes acompanhados de três pontos: [...]. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_1318" class="wp-caption alignleft" style="width: 307px"><img class="size-full wp-image-1318" title="machado" src="http://www.pronormas.com/wp-content/uploads/2010/01/machado.jpg" alt="Textos de Machado de Assis ilustram as explicações deste post" width="297" height="556" /><p class="wp-caption-text">Textos de Machado de Assis ilustram as explicações deste post. Fonte da imagem: http://www.machadodeassis.ufsc.br</p></div>
<p>O autor de um texto acadêmico, para seguir as recomendações da ABNT (2002), ao fazer menção a uma citação, pode escolher o excerto a ser utilizado, desde que informe o leitor que está fazendo uma supressão de determinados trechos. Nesse caso, deve-se destacar a edição com o uso de colchetes acompanhados de três pontos: [...]. Como pode-se observar no exemplo a seguir, retirado da obra <em>Memórias Póstumas de Brás Cubas</em>:</p>
<blockquote><p>Marcela amou-me durante quinze meses e onze contos de réis; nada menos. [...]  Ficando a sós, derramei todo o desespero de meu coração; disse-lhe que ela era um monstro, que jamais me tivera amor, que me deixara descer a tudo, sem ter ao menos a desculpa da sinceridade; chamei-lhe muitos nomes feios, fazendo muitos gestos descompostos. Marcela deixara-se estar sentada, a estalar as unhas nos dentes, fria como um pedaço de mármore. (ASSIS, 1880, informação eletrônica)</p></blockquote>
<p>Caso o autor precise fazer interpolações (inserção de alguns elementos que não constam da 0bra original &#8211; Aurélio, 2005, informação eletrônica), acréscimos ou comentários, as indicações devem vir marcadas entre colchetes &#8211; [ ], a exemplo do trecho abaixo, de <em>Dom Casmurro</em>:</p>
<blockquote><p>Retórica dos namorados, dá-me uma comparação exata e poética para dizer o que foram aqueles olhos de Capitu [explica Bentinho, após destacar como José Dias havia os descrito como "olhos de cigana oblíqua e dissimulada"]. Não me acode imagem capaz de dizer, sem quebra da dignidade do estilo, o que eles foram e me fizeram. Olhos de ressaca? Vá, de ressaca. É o que me dá idéia daquela feição nova. Traziam não sei que fluido misterioso e enérgico, uma força que arrastava para dentro, como a vaga que se retira da praia, nos dias de ressaca. Para não ser arrastado, agarrei-me às outras partes vizinhas, às orelhas, aos braços, aos cabelos espalhados pelos ombros; mas tão depressa buscava as pupilas, a onda que saía delas vinha crescendo, cava e escura, ameaçando envolver-me, puxar-me e tragar-me. (ASSIS, 1899, informação eletrônica)</p></blockquote>
<p>Já as ênfases e destaque devem ser ressaltadas através de um <span style="text-decoration: underline;">grifo</span> ou com o uso dos recurso do <strong>negrito</strong> ou <em>itálico</em>. Confira o exemplo a seguir, diálogo de abertura da peça teatral <em>Desencantos</em>, também de autoria de Machado de Assis:</p>
<blockquote><p>LUÍS<br />
Quando se dá preferência a uma flor, à violeta, por exemplo, todo o jardim onde ela não apareça, <strong>embora esplêndido, é sempre incompleto</strong>.</p>
<p>CLARA<br />
Faltava então uma violeta nesse jardim?</p>
<p>LUÍS<br />
Faltava. Compreende agora?</p>
<p>CLARA<br />
Um pouco</p>
<p>LUÍS<br />
Ainda bem!</p>
<p>CLARA<br />
Venha sentar-se neste banco de relva, à sombra desta árvore copada. Nada lhe falta para compor um idílio, já que é dado a esse gênero de poesia. Tinha então muito interesse em ver lá essa flor?</p>
<p>LUÍS<br />
Tinha. Com a mão na consciência, falo-lhe a verdade; essa flor não é uma predileção do espírito, é uma escolha do coração. (ASSIS, 1861, informação eletrônica)</p></blockquote>
<p><strong>Referências:</strong><br />
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR10520: Informação e documentação – Citações em documentos – Apresentação. Rio de Janeiro, 2002<br />
ASSIS, Machado de. <em>Memórias póstumas de Brás Cubas</em>. Disponível em &lt;http://www.machadodeassis.ufsc.br/obras/romances/ROMANCE,%20Memorias%20Postumas%20de%20Bras%20Cubas,%201880.htm&gt;. Acesso em 11 de janeiro de 2010.<br />
ASSIS, Machado de. <em>Dom Casmurro</em>. Disponível em &lt;http://www.machadodeassis.ufsc.br/obras/romances/ROMANCE,%20Dom%20Casmurro,1899.htm&gt;. Acesso em 11 de janeiro de 2010.<br />
ASSIS, Machado de. <em>Desencantos</em>. Disponível em &lt;http://www.machadodeassis.ufsc.br/obras/teatro/TEATRO,%20Desencantos,%201861.htm&gt;. Acesso em 11 de janeiro de 2010.<br />
FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. <em>Interpolação</em>. In: o autor.<em> Novo Dicionário Eletrônico Aurélio da Língua Portuguesa</em>. 3. ed. Paraná: Positivo, 2004. Disponível em: C:/arquivos de programas/Novo Dicionário Aurélio 2005. Acesso em: 11 jan. 2009. Versão 5.</p>
<p style="text-align: left;"><strong>Obras de referência</strong>:<br />
ASSIS, Machado de. <em>Obras completas</em>.Rio  de Janeiro: Editora Nova Aguilar, 1994.</p>
<p style="text-align: left;"><strong>Site consultado</strong>:<br />
Projeto de digitalização das obras de Machado de Assis, desenvolvido pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC): http://www.machadodeassis.ufsc.br/apresentacao.html</p>
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