Entre o ponto e a vírgula

Ponto-e-vírgula (Arnaldo Antunes, 2008)

Ponto-e-vírgula (Arnaldo Antunes, 2008)

Pausa maior do que a vírgula. Mas menor do que o ponto final. Nesse entremeio figura o ponto-e-vírgula, sinal gráfico que, gramaticalmente, possui a sutil função de promover separações e pausas. Casos em que ele é utilizado:

a) Marcar pausas mais extensas entre orações que já possuem vírgula
Todas as flores terão as pétalas logo murchas, ressecadas; seque também o úmido beijo de amor; é o Noroeste, é o Noroeste, não há como lutar contra o Noroeste (Rubem Braga)

b) Ressaltar o sentido de adversidade
Mas não faz mal; é tão normal ter desamor, e tão cafona, sofredor, que eu já nem sei se é meninice ou cafonice o meu amor (Antônio Carlos e Jocafi)

c) Separar orações que possam ter a compreensão prejudicada
Basta, não ajoelhes, vá embora; se estás arrependida, vê se chora (Cartola)
Depois perdeu a esperança, porque o perdão também cansa de perdoar; tem sempre o dia em que a casa cai, pois vai curtir seu deserto, vai (Vinícius de Moraes e Toquinho)

d) Separar orações que exprimem sentidos opostos
Eu sei que as cicatrizes falam; mas as palavras calam o que eu não me esqueci (Roberto e Erasmo Carlos)

e) Separar lista de itens
A garantia de diversão instantânea, para apreciadores da série fílmica, foi cumprida: explosões; perseguições; tramas misteriosas; reviravoltas surpreendentes; tiradas bem humoradas. (Cecília Almeida)

Você pode deixar uma resposta, ou recupere do seu site.

Deixe uma Resposta