8 de fevereiro de 2010
Sem Comentário
O Aurélio (2005, informação eletrônica), ao qual gregos e troianos deveriam sempre recorrer em momentos de dúvida, explica que o utilíssimo et cetera (etc) significa “e as demais coisas”.
Ainda de acordo com o dicionário (2005, informação eletrônica), a etimologia da palavra indica que ela deveria ser utilizada apenas para fazer referência a coisas, e não a pessoas. Contudo, a explicação do verbete esclarece que a aplicação a pessoas “aparece frequentes vezes, inclusive nos melhores autores”.
O “etc” deve ser utilizado para evitar uma lista longa de palavras. No entanto, é importante o uso moderado da expressão, pois pode tornar o texto pobre. É preferível, em trabalhos acadêmicos, o uso do “etc” às reticências, que indicam, conforme o Aurélio (2005, informação eletrônica), “omissão intencional” e podem demonstrar desleixo e vocabulário limitado.
Na literatura brasileira, o artífice maior do verso em prosa, Rubem Braga, eternizou, em maio de 1948, o uso não convencional do “etc” num título de crônica. Leia um trecho a seguir:
SOBRE O AMOR, etc
“(…) Assim somos na paixão do amor, absurdos e tristes. Por isso nos sentimos tão felizes e livres quando deixamos de amar. Que maravilha, que liberdade sadia em poder viver a vida por nossa conta! Só quem amou muito pode sentir essa doce felicidade gratuita que faz de cada sensação nova um prazer pessoal e virgem do qual não devemos dar contas a ninguém que more no fundo de nosso peito. Sentimo-nos fortes, sólidos e tranqüilos. Até que começamos a desconfiar de que estamos sozinhos e ao abandono trancados do lado de fora da vida” (BAHIA, 2008, informação eletrônica).
Referências:
BAHIA, Mauricio. Ah…Rubem Braga. Disponível em: <http://maubahia.wordpress.com/2008/06/18/ah-rubem/>. Acesso em: 22 out. 2009.
FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Etc. In: o autor. Novo Dicionário Eletrônico Aurélio da Língua Portuguesa. 3. ed. Paraná: Positivo, 2004. Disponível em: C:/arquivos de programas/Novo Dicionário Aurélio 2005. Acesso em: 22 out. 2009. Versão 5.
Bibliografia Recomendada
BRAGA, Rubem. 200 Crônicas Escolhidas: as melhores de Rubem Braga. Rio de Janeiro: Record, 2003.
5 de fevereiro de 2010
Sem Comentário
Com frequência, estudantes que elaboram textos acadêmicos se deparam com um dilema: fazer muitas citações ao longo do trabalho – para demonstrar conhecimento do tema e erudição – ou usar poucas citações diretas, com o objetivo de produzir conhecimento que não seja parafraseado de outros autores?
A preocupação é legítima e trata sobre uma questão fundamental à Ciência: vale mais a necessidade de dialogar com outros autores ou a produção ‘autoral e inédita’ é a verdadeira força-motriz do fazer científico?
Sem a pretensão de fechar a discussão, a Equipe ProNormas acredita que essa problemática pode ser bem trabalhada quando se tem em mente o bom senso, a ética, a humildade, além da contínua prática científica.
4 de fevereiro de 2010
Sem Comentário
Apesar de ser discutível, a Capa é considerada um Elemento Pré-Textual obrigatório, pela ABNT, nos trabalhos acadêmicos. Leia, a seguir, quais informações devem ser colocadas na Capa:
1. “Nome da Instituição (elemento opcional)”
2. “Nome do Autor”(es) do Trabalho
3. “Título” do Trabalho
4. “Subtítulo” do Trabalho “(se houver)”
5. “Número de Volumes (se houver mais de um, deve constar em cada Capa a especificação do respectivo volume)”
6. “Local (Cidade) da instituição onde deve ser apresentado” o trabalho
7. “Ano de depósito (da entrega)” do trabalho, seja à Biblioteca Central da Universidade, como ao Programa de Pós-Graduação ou, ainda, ao Departamento que você mantém vínculo estudantil (ASSOCIAÇÃO…, 2005, p. 4).
Veja um exemplo de CAPA
Observação:
Concordamos com a utilização de uma Capa no caso de Monografias, Dissertações e Teses encadernadas, pois, assim, a Capa ‘dura’ terá a função de proteger o documento. Por outro lado, discordamos da utilização de uma Capa em trabalhos acadêmicos em que não haverá encadernação.
Referência:
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. 2. ed. NBR14724: Informação e Documentação: trabalhos acadêmicos: apresentação. Rio de Janeiro, 2005.
3 de fevereiro de 2010
Sem Comentário
Em termos de estrutura de apresentação, um trabalho acadêmico (monografia, dissertação, tese) é composto por três categorias: pré-textuais, textuais e pós-textuais. Essas três categorias são compostas, por sua vez, por elementos obrigatórios e opcionais. Entenda todas as etapas a seguir:
Elementos pré-textuais (Nessa ordem)
Capa (obrigatório)
Lombada (opcional)
Folha de rosto (obrigatório)
Errata (opcional)
Folha de aprovação (obrigatório)
Dedicatória (opcional)
Agradecimentos (opcional)
Epígrafe (opcional)
Resumo em português (obrigatório)
Resumo em língua estrangeira (obrigatório)
Lista de ilustrações (opcional)
Lista de tabelas (opcional)
Lista de abreviaturas e siglas (opcional)
Lista de símbolos (opcional)
Sumário (obrigatório)
Elementos textuais (Nessa ordem)
Introdução
Desenvolvimento
Conclusão
Elementos pós-textuais (Nessa ordem)
Referências (obrigatório)
Glossário (opcional)
Apêndice (opcional)
Anexos (opcional)
Índice (opcional)
Referência:
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. 2. ed. NBR14724: Informação e Documentação: trabalhos acadêmicos: apresentação. Rio de Janeiro, 2005.
2 de fevereiro de 2010
Sem Comentário
Existem quatro Graus de formação acadêmica superior vigentes no Brasil. Para cada um desses níveis de formação, existe um tipo de documento acadêmico que deve ser apresentado ao término do curso. Abaixo esclarecemos a relação entre os Graus de formação e os nomes dos respectivos documentos.
a. Para obter o Grau de Bacharel ou Licenciado = Monografia ou Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) ou, ainda, “Trabalho de Graduação Interdisciplinar (TGI)” (ASSOCIAÇÃO…2005, p. 3).
b. Para o Grau de Especialista ou Pós-Graduação lato sensu = Monografia ou Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) ou, ainda, “Trabalho de Graduação Interdisciplinar (TGI)” (ASSOCIAÇÃO…2005, p. 3).
c. Para o Grau de Mestre ou Pós-Graduação stricto sensu = Dissertação ou Tese de Mestrado.
d. Para o Grau de Doutor = Tese.
Referência::
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. 2. ed. NBR14724: Informação e Documentação: trabalhos acadêmicos: apresentação. Rio de Janeiro, 2005.