O que é SCIELO?

Scielo_2009SciELO – Scientific Electronic Library Online (Biblioteca Científica Eletrônica em Linha) é um modelo para a publicação eletrônica cooperativa de periódicos científicos na Internet. Especialmente desenvolvido para responder às necessidades da comunicação científica nos países em desenvolvimento e particularmente na América Latina e Caribe, o modelo proporciona uma solução eficiente para assegurar a visibilidade e o acesso universal a sua literatura científica, contribuindo para a superação do fenômeno conhecido como ‘ciência perdida’. O Modelo SciELO contém ainda procedimentos integrados para medir o uso e o impacto dos periódicos científicos.

O Modelo SciELO é o produto da cooperação entre a FAPESP (http://www.fapesp.br) – Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, BIREME (http://www.bireme.br) – Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde, instituições nacionais e internacionais relacionadas com a comunicação científica e editores científicos. Um projeto piloto, envolvendo 10 periódicos brasileiros de diferentes áreas do conhecimento, foi desenvolvido com êxito entre Março de 1997 e Maio de 1998, com o desenvolvimento e a avaliação de uma metodologia adequada para a publicação eletrônica na Internet. Desde Junho de 1998 o projeto opera regularmente, incorporando novos títulos de periódicos e expandindo sua operação para outros países. A partir de 2002, o Projeto conta com o apoio do CNPq (http://www.cnpq.br) – Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico.

O que é BIREME?

bireme_2009A BIREME é um centro especializado da OPAS em informação em saúde, foi criada em 1967 como Biblioteca Regional de Medicina, mediante convênio entre o Governo do Brasil e a OPAS, para fortalecer a reunião e disseminação de publicações sanitárias da Região Latino-Americana. Em 1982 se converteu no Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde, com a missão de:

  • Disseminar a informação científica e técnica em saúde (ICTS) entre os profissionais de saúde da Região;
  • Processar a literatura em saúde produzida nos países da Região;
  • Facilitar a articulação do sistema regional com outros grandes sistemas de ICTS;
  • Coordenar as redes nacionais e a rede regional de ICTS como o Sistema Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde.

As mulheres e a Ciência

mulher na ciencia

Queima de sutiãs, direito a voto, condições precárias de trabalho, desigualdade salarial, dupla jornada, assédio moral, cerceamento de liberdade e preconceito.

São muitos os temas e bandeiras levantados na comemorações pelo Dia Internacional da Mulher (08 de março). E todos eles, em maior ou menor grau, fazem lembrar as batalhas diárias que as representantes do sexo feminino enfrentam desde que o mundo é mundo – quer seja para garantir o mesmo valor do salário dos colegas homens, quer para ter o direito (basilar) de serem donas do próprio nariz, sem necessidade de justificativas ou anuências de maridos, pais, namorados e congêneres. Mais do que isso: representam o direito universal de bastarem-se a si mesmas.

No campo científico também não tem sido muito diferente. É o que a obra Woman in Science: with an introductory chapter on woman’s long struggle for the things of the mind (Mulher na ciência: com um capítulo introdutório sobre a longa batalha femina pelas coisas da mente), publicada em 1913 por H.J Mozan, discute e apresenta.

O livro é muito mais do que uma compilação histórica a respeito da trajetória das mulheres cientistas até o ano 13 do século passado. É um libelo a favor da necessidade da presença e participação maciças das mulheres em campos preconceituosamente taxados de ‘tipicamente masculinos’, a exemplo dos ‘assuntos da mente’ destacados no sub-título da obra.

Totalmente disponível para leitura e download através deste link, Woman in Science, além de um dos precursores da história feminina no campo científico, remete à Antiguidade Clássica, no prefácio, para explicar a origem do desejo de eternizar num livro o trabalho de mulheres nas “coisas da mente” (MOZAN, 1913, p.ix).

Durante uma temporada na Grécia, o autor rememora Aspasia, tida como cortesã e uma das mulheres mais brilhantes do Mundo Antigo, e é a partir da inteligência e cultura refinada desta figura histórica que surge a ideia do livro. Quando ele dá por si que “mulheres de eminência intelectual têm recebido muito pouco crédito por suas contribuições ao progresso do conhecimento, e deveriam ter um historiador compreensivo a tudo o que alcançaram no domínio do aprendizado” (MOZAN, 1913,p.x).

A obra de Mozan é um convite à leitura aos que apreciam Ciência e História. E um grande afago a todas as mulheres – cientistas ou não -, que permanecem na batalha cotidiana pelo direito a serem iguais e diferentes.

Referência
MOZAN, H.J. Woman in Science: with an introductory chapter on woman’s long struggle for the things of the mind. New York: D. Appleton and Company, 1913.

O que é literatura cinzenta?

literaturacinzentaA literatura cinzenta refere-se a toda a documentação produzida nos ministérios, agências governamentais, organizações privadas, ONG’s, instituições culturais e acadêmicas e a gerada em reuniões, congressos e foros de natureza diversificada. A literatura cinzenta converteu-se atualmente na forma mais ágil a que a comunidade científica recorre para difundir os resultados dos seus trabalhos e investigações. Isto deve-se às suas principais características:

1. Faculta informação que não está disponível;
2. Divulga os resultados de conferências e de congressos de forma mais rápida do que a literatura convencional que, em regra, está sujeita a processos de publicação mais demorada;
3. Permite confirmar informação importante localizada noutras fontes;
4. É concisa, incide diretamente no conteúdo da questão tratada, particularmente quando se trata de documentação técnica, relatórios e documentos governamentais;
5. A facilidade de difusão através da internet.

A literatura cinzenta não é difundida comercialmente, mas pode ser facilmente localizada. Por outro lado, ela não segue as regras de padronização das publicações como livros e revistas, mas contém informação valiosa e única.

Em geral, considera-se literatura cinzenta publicações não-convencionais, evasivas e, às vezes, efêmeras. Podem incluir, mas não estão limitadas aos seguintes tipos de materiais: relatórios (pré-impresso, preliminar e avançados, técnicos, relatórios estatísticos, memorandos, estudos de mercado, etc), Teses, monografias, dissertações, actas de conferências, especificações técnicas e normas, traduções não-comerciais, bibliografias, documentação técnica e comercial, bem como documentos oficiais não publicados comercialmente.

Divulgada nova lista de aprovados no SiSU

O SiSU é o sistema de seleção unificada para ingresso às universidades federais

O SiSU é o sistema de seleção unificada para ingresso às universidades federais

Já pode ser acessada, através deste link do site do Ministério da Educação, a lista de aprovados na terceira etapa de inscrições no Sistema de Seleção Unificada (SiSU).

O projeto seleciona candidatos às vagas das instituições federais que utilizam a nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2009 como única fase de seu processo seletivo.

O candidato deverá confirmar a vaga no prazo que vai desta terça (9) à próxima quinta-feira (12). Segundo a página do SiSU, aqueles que não forem selecionados podem confirmar no sistema se pretendem fazer parte da lista de espera para o curso no qual se inscreveram. A confirmação deve ser feita no sistema durante o período de matrículas.

Saiba como funciona o sistema em http://sisu.mec.gov.br/como_funciona.html